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Antônio Raposo Tavares
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Tiradentes
Tiradentes era o apelido de Joaquim José da Silva Xavier. Nasceu em 1746, no Sítio Pombal (hoje Tiradentes) - Minas Gerais.Aos nove anos de idade, ficou órfão, sendo adotado pelo padrinho que era dentista. Ele aprendeu a profissão e se tornou dentista também. Foi, ainda, condutor de tropas de animais, mascate e garimpeiro. Entrou mais tarde, para o Regimento de Dragões de Minas, onde obteve o grau de Alferes. Mas firmou-se mesmo como dentista.
Suas andanças pela Capitania fizeram-no conhecer a pobreza em que vivia o povo e o sacrifício que este devia fazer para pagar altos impostos à Coroa, através de um decreto, chamado Derrama. Decidiu então lutar e fazer de seu país, uma República Independente. Estando no Rio de Janeiro, em 1788, falou de seus ideais a José Alves Maciel, que havia regressado da Europa, onde conviveu com os revolucionários franceses e que também acreditava em melhores condições de vida à gente brasileira. Dirigiam-se ambos para Vila Rica, uniram-se ao Desembargador Tomás Antônio Gonzaga, ao advogado Cláudio Manuel da Costa, Cel. Inácio José de Alvarenga, Cel. Francisco de Paula Freire, Inácio Alvarenga Peixoto, aos padres Toledo e Rolim, e muitos outros. Começou então, por conta disso, a revolta que se chamou Inconfidência Mineira, que foi um movimento nativista ocorrido em 1789, em Vila Rica, hoje Ouro Preto, Minas Gerais. O objetivo era lutar pela Independência do Brasil.
Os inconfidentes eram pessoas cultas, idealistas, alguns muito ricos, porém, quem se destacou entre eles foi o homem simples e corajoso, Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de Tiradentes. Os inconfidentes queriam por fim aos impostos sobre o ouro e o perdão de todas as dívidas. Queriam também por fim ao domínio português em Minas Gerais e instituir a República, fundar uma Universidade em Vila Rica , abrir escolas para o povo , criar o serviço militar obrigatório.
Os inconfidentes ou conspiradores combinaram fazer o levante quando o governo fizesse a cobrança dos impostos atrasados (Derrama).
Estava assim combinado quando foram denunciados por Joaquim Silvério dos Reis, um dos inconfidentes que em troca queria o perdão de suas dívidas e sua liberdade.
O governador, então o Visconde de Barbacena, suspendeu a Derrama e mandou prender os conspiradores e quase todos os condenados à morte. A rainha de Portugal, D. Maria, substituiu a pena de todos pelo degredo, exceto Tiradentes, que foi enforcado no Rio de Janeiro, no dia 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa, aos 46 anos, revelando até os últimos momentos grande coragem.
Seu corpo foi decapitado, esquartejado e salgado. Sua cabeça foi colocada dentro de uma gaiola e levada para Ouro Preto. Suas pernas foram cravadas em postes na Estrada das Minas e os braços levados para Barbacena. Não contentes com tanta selvageria, mandaram também destruir sua casa! O povo acompanhava consternado, com medo e pavor, os acontecimentos de tamanha barbárie.O ideal de Tiradentes, entretanto, foi realizado trinta anos depois, com a Proclamação da Independência do Brasil, sendo considerado o símbolo da Nacionalidade Brasileira e Mártir da Independência do Brasil!
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General José Vieira Couto de Magalhães
Escritor, político e sertanista. Nasceu em Diamantina, Minas Gerais, em 01 de novembro de 1837 e morreu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1898, aos 60 anos.Cursou o Seminário de Mariana e a Faculdade de Direito de São Paulo. Foi nomeado secretário do governo de Minas Gerais, cargo que exerceu entre 1860 e 1861. Presidente das províncias de Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Promoveu importantes pesquisas no rio Araguaia quando ocupavao cargo de Presidente de Goiás.
Ao irromper a Guerra do Paraguai, foi incumbido da Presidência de Mato Grosso. O objetivo era impedir que da Bolívia viessem reforços para o Paraguai. Tendo os paraguaios invadido o Mato Grosso, foram derrotados por Couto de Magalhães em Alegre e Corumbá. Deve-se à sua iniciativa a fundação da cidade de Goiás, transformada na capital da província de mesmo nome durante a sua presidência.
Ao ser proclamada a República, preferiu manter-se fiel ao antigo regime e afastou-se das lides políticas. Por seu desempenho como presidente de Mato Grosso, quando da Guerra do Paraguai, foi homenageado com o título de Brigadeiro-Honorário do Exército.
Seu último cargo foi o de presidente da província de São Paulo, ocasião em que se registrou a Proclamação da República.
De suas atividades como escritor, constam as seguintes obras:
* Anchieta e as Línguas Indígenas;
* Viagem ao Araguaia;
* Os Guaianases ou a Fundação de São Paulo;
* Revolta de Filipe dos Santos em 1720;
* O Selvagem - este último foi escrito atendendo à solicitação do Imperador D. Pedro II, a fim de participar da Exposição de Filadélfia, realizada em 1876.
Seu nome completo: José Vieira Couto de Magalhães
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Gonçalves Dias
Este nosso consagrado poeta, nasceu em Boa Vista, município de Caxias, Maranhão, em 10 de agosto de 1823, e morreu no naufrágio do navio "Ville de Boulogne", nas proximidades das costas do Maranhão, em 03 de novembro de 1864, aos 41 anos.Era filho de pai português e de mãe mestiça. Os seus primeiros quinze anos foram passados em Caxias e São Luís do Maranhão. Matriculou-se na Faculdade de Coimbra, permanecendo em Portugal de 1838 a 1845. Formado em Direito pela tradicional Universidade, regressou ao Brasil. Permaneceu durante algum tempo no Maranhão, passando a residir no Rio de Janeiro. Nessa cidade, fundou o jornal literário "Guanabara", em 1849. A serviço do governo imperial, esteve na Europa de 1854 a 1858. Ainda em desempenho oficial viajou pelo Norte do Brasil, realizando importantes pesquisas.
A maior parte de sua obra foi produzida entre 1844 e 1854. Quando, em 1846, apareceram os seus "Primeiros Cantos", houve calorosa acolhida dos meios literários, que viam o surgimento de um poeta lírico inato.
Sua vida não foi das mais felizes. Aos seis anos viu-se separado de sua mãe. Adulto, pretendeu casar-se com uma jovem de família branca mas viu seu pedido recusado porque era um mestiço. Casou-se então por conveniência, mas esse casamento só lhe deu dissabores.
Em 1862, seguiu para a Europa em busca de melhora para sua saúde. Em 1864, tendo o governo imperial cortado o subsídio que concedia ao poeta, resolveu Gonçalves Dias retornar ao Maranhão. Foi a única vítima do naufrágio do "Ville de Boulogne".
Algumas de suas obras:
* Primeiros Cantos;
* Segundos Cantos;
* Últimos Cantos;
* Brasil.
Gonçalves Dias foi o consolidador de nosso Romantismo e o primeiro grande poeta genuinamente brasileiro, introduzindo na nossa literatura o verdadeiro indianismo, ou seja, exaltação do elemento indígena como o bom selvagem, dono da terra, que se vê traído e degradado por obra do invasor, o português.
Nome completo: Antônio Gonçalves Dias.
Uma de suas obras mais conhecidas é o poema "Canção do Exílio" que segue transcrita abaixo:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Coimbra – julho de 1843
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Padre José de Anchieta - Apóstolo do Brasil:
Contava 20 anos quando chegou ao Brasil, na comitiva de D. Duarte da Costa, segundo Governador-Geral do Brasil. A 24 de setembro deste mesmo ano, foi recebido pelo Padre Manuel da Nóbrega, que muito o auxiliou em seus trabalhos de missionário jesuíta. Iniciou a catequese dos índios na capitania de São Vicente e a 25 de janeiro de 1554 fundou o terceiro colégio do Brasil, onde celebrou a primeira missa.Em tono deste lugar, formou-se um núcleo de povoação que, crescendo, deu origem à cidade de São Paulo. Anchieta construiu também um seminário de orientação perto do colégio.
José de Anchieta deu aulas de castelhano, latim, doutrina cristã e a língua brasílica. Lia e escrevia o idioma Tupi com muita facilidade; escreveu um dicionário, uma gramática e um catecismo, nesta língua.
Foi intérprete junto aos índios tamoios que estavam em batalha contra os portugueses. Em 1563, ficou como refém dos índios durante 4 meses, na aldeia de Iperoig. Nessa época escreveu, nas areias da praia,um poema dedicado à Virgem Maria, "Poema Marianum".
Em 1567, ajudou Estácio de Sá na expulsão dos franceses do Rio de Janeiro.
Para os indígenas, ele não representava apenas o socorro espiritual; cuidava-lhes também das enfermidades e ferimentos, valendo-se dos conhecimentos medicinais que trouxera da Europa, mais os que havia assimilado dos selvagens. Na sua catequese, serviu-se da poesia e do teatro com o que tornava mais suave a tarefa de aprender. Tornou-se, assim, o precursor de nossa literatura.
Merecidamente foi chamado de "Apóstolo do Brasil".
Obras:
* "Poema em Louver da Virgem Maria";
* "Arte da Gramática da Língua mais conhecida na Costa do Brasil";
* "História do Brasil" e outras obras.
Em 1611 seus restos mortais foram transportados para a Bahia e sepultados num templo. Uma relíquia do Apóstolo foi remetida ao Vaticano para instruir o processo de canonização. Sua beatificação foi iniciada em 22 de abril de 1624, mas somente a 19 de agosto de 1730, o Papa Clemente XII, proclamou-lhe as virtudes: fé, esperança, caridade, prudência, justiça, força e temperança.
José de Anchieta amou o Brasil e lutou por seu desenvolvimento tanto quanto qualquer brasileiro ou até mais. No Rio de Janeiro, em companhia de Nóbrega, fundou o Colégio dos Jesuítas e a Santa Casa de Misericórdia. Fundou vários centros missionários em Pernambuco, Bahia e Espírito Santo.
Seu nome completo é José de Anchieta.
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Frei Caneca
Orador, revolucionário político, publicista brasileiro. Nasceu em Recife, Pernambuco, no ano de 1779 com o nome de Joaquim da Silva Rabelo e faleceu no dia 13 de janeiro de 1825, aos 46 anos.Em 1796 recebeu o hábito da Ordem do Carmo, quando passou a se chamar Joaquim do Amor Divino, nome posteriormente acrescido do apelido Caneca porque quando garoto era vendedor de canecas no Recife. Foi educado no seminário em Olinda onde absorveu as idéias revolucionárias liberais.
A partir de 1801 estudou no recém-fundado Seminário de Olinda, onde se diplomou em filosofia, retórica e geometria. Iniciou sua produção em retórica e a carreira de professor em 1802, lecionando na ordem dos carmelitas. Foi bispo do Maranhão.
Em 1817 envolveu-se no movimento revolucionário de Pernambuco (Revolução Pernambucana), foi preso e condenado, sendo nesta ocasião enviado para a Bahia onde cumpriu a pena de quatro anos.
Quando regressou a Recife, envolveu-se novamente na política. Proclamada a Independência do Brasil, Frei Caneca participou da primeira junta governativa de Pernambuco.
No ano seguinte, Caneca publicou a "Dissertação sobre o que se deve entender por pátria do cidadão e deveres deste para com a mesma pátria", um dos seus textos mais importantes. No ano da Independência, escreveu o Sermão Apologético da Aclamação, proferido na Igreja do Corpo Santo, por ocasião da aclamação de D. Pedro I.
Em 1823, escreveu Cartas de Pítia a Damião e lançou o Jornal Tifís Pernambuco, que durariia 28 edições. Erudito influenciado pela maçonaria e fiel ao ideal iluminista de soberania, Caneca aderiu em 1824 ao movimento republicano separatista da "Confederação do Equador". Acossado, tentou fugir para o interior, mas foi preso e condenado à morte por uma comissão militar.
Comprometido com o movimento revolucionário, viu-se condenado à sentença máxima (à forca). No entanto, nenhum escravo ou condenado teve coragem de executá-lo; decidiu-se então que seria fuzilado. E, assim, tombou um dos maiores heróis que o Brasil já teve"
Três obras: Compêndio de Gramática Portuguesa (cerca de 1820), O Caçador Atirando à Arara Pernambucana (1823) e Itinerário (1824).
Seu nome completo: Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo Caneca.
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Almirante Barroso
Herói da Guerra do Paraguai, nasceu em Lisboa em 23 de setembro de 1804 e faleceu em Montevidéu, Uruguai em 08 de agosto de 1882, aos 77 anos.
Embora português de nascimento, veio para o Brasil com apenas 05 anos de idade. Formou-se pela Academia da Marinha do Rio de Janeiro no ano de 1821. Participou das campanhas navais do Rio da Prata de 1826 a 1828, e do Pará em 1836. Foi-lhe confiado a campanha de nossa esquadra na Guerra do Paraguai. A batalha mais importante foi a de Riachuelo, que viria a decidir o rumo dessa guerra. Aí se revelou todo o seu gênio de hábil estrategista. Utilizando navios a vapor como se fosse aríetes (antiga máquina de guerra para abater muralhas), derrotou fragarosamente os paraguaios, levando-os a desistirem da pretendida invasão de Entre Rios e isolando Estigarríbia às margens do Rio Uruguai. A sua ação prosseguiu ainda em Passos da Pátria mercedes, Cuevas, Curuzu e Curupaiti. O feito de Barroso foi celebrado pelos poetas e representados em telas.
Coube a Vitor Meireles, o consagrado pintor, imortalizar o acontecimento em sua famosa tela.
Em 1866 foi homenageado com o título de Barão do Amazonas (era o nome do navio que comandava). Em 1868 foi nomeado Comandante-Chefe da esquadra; neste mesmo ano promovido a Vice-Almirante e finalmente reformado em 1873, após ter prestado inúmeros serviços à Pátria.
Seus restos mortais foram transladados para o Rio de Janeiro a bordo do "Cruzador Barroso" e depositados no monumento construído em sua memória, na praia do Russel, comemorando a vitória de Riachuelo.
Nome completo: Francisco Manoel Barroso da Silva.
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José de Alencar
Fez o curso de Humanidades, no Rio de Janeiro. Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo. Uma vez diplomado, dedicou-se à advocacia. Elegeu-se deputado pelo seu Estado em várias legislaturas. Exerceu o cargo de Ministro da Justiça durante o período de 1868 a 1870. Escreveu diversas obras, repartindo com Gonçalves Dias a honra do pioneirismo do indianismo no Brasil. Seu romance "O Guarani", serviu a Carlos Gomes para compor a sua imortal ópera de igual nome. Seu romance Iracema, tem a sensibilidade e a beleza de um poema:
"Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba. Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros. Seranai verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas".
José de Alencar também era um poeta. Deixou vários poemas, alguns inacabados como: Os Filhos de Tupã. Foi ainda jornalista e teatrólogo, merecendo destaque as peças: Asas de um Anjo, O Demônio Familiar, A Flor do Agreste e Verso e Reverso.
Alguns de seus romances tornaram-se célebres, sendo apreciados ainda hoje. Entre eles podemos mencionar, além dos citados antes: As Minas de Prata, Senhora, Diva, Encarnação, O Tronco do Ipê, Til, o Ermitão da Glória, Alma de Lázaro, Lucíola, O Garatuja e O Sertanejo. Escreveu também as novelas: Cinco Minutos e A Viuvinha. Encabeçou o movimento para que tivéssemos uma literatura verdadeiramente brasileira.
Pelo realismo psicológico com que enfoca os personagens em seus romances urbanos, Alencar antevê o realismo, influenciando bastante a Machado de Assis.
José de Alencar, de espírito polêmico, é o maior romancista romântico e um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, criando uma linguagem nova, a que ele tentou até de chamar, língua brasileira, interpretando a formação histórica da nacionalidade brasileira como dando uma visão lírica de nossa paisagem, de nossa gente, de nosso meio.
Nome Completo: José Martiniano de Alencar.
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Barão de Mauá
Diplomata, político e industrial brasileiro, nasceu no dia 28 de dezembro de 1813 em Arroio Grande, Rio Grande do Sul e faleceu no dia 21 de novembro de 1889, em Petrópolis, Rio de Janeiro, aos 75 anos. De família pobre, órfão de pai, foi levado por um tio para o Rio de Janeiro. Contava apenas 11 anos de idade quando conseguiu emprego numa loja. Mais tarde passou a trabalhar numa firma importadora.Descobriu então a sua vocação para os negócios. Em 1840, viajou para Manchester , na Inglaterra, onde fundou uma empresa que proporcionaria um ousado empreendimento: A firma "Carruthers de Castro e Cia. Em 1846 a fundição e os estaleiros da Ponta D'areia, os primeiros da América do Sul. Com isto deu início à nossa indústria naval. O estágio na Inglaterra persuadiu-o da importância que teria o Brasil na sua industrialização.

Coube também à sua iniciativa construção das três primeiras estradas de ferro que transpuseram a "Serra do Mar"; fundador também da Companhia de Iluminação a Gás. Outras inúmeras realizações são devidas a Mauá, como a organização do Banco do Brasil e a urbanização do canal do Mangue, no Rio de Janeiro. Organizou as estradas de ferro que, saindo de Recife e de Salvador, chegaram até o Rio São Francisco.
Recebeu o título de Barão em 1854 e o de Visconde em 1874. Foi deputado pelo Rio Grande do Sul, em diversas legislaturas, tendo renunciado em 1873. Apesar de todos os seus empreendimentos, em 1875 solicitou moratória, quando então apresentou a Exposição aos Credores de Mauá & Cia. Teve um fim de vida melancólico, aquele que foi o pioneiro da nossa industrialização. Sofrendo de diabetes, não descansou enquanto não conseguiu saldar toda a sua dívida. Foi exemplo de energia. Construiu também entre o Rio e Petrópolis, a primeira estrada de ferro do país.
Seu nome completo: Irineu Evangelista de Souza.

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Visconde de Cairú
Com apenas oito anos de idade, iniciou seus estudos de filosofia dedicando-se à música e piano. Diplomou-se em Portugal pela Universidade de Coimbra, onde concluiu os cursos de filosofia e medicina. Fez ainda na mesma Universidade os cursos de hebraico e grego.
Regressando ao Brasil, foi designado para a Cátedra de Filosofia Moral, na Bahia, onde criou a Cadeira de Língua Grega. Publicou em Poretugal, no ano de 1801, a sua obra "Princípio de Direito Mercantil", primeira obra publicada em nossa língua, sobre economia política.
Quando D. João VI passou pela Bahia, Cairú apresentou as vantagens que sucederam da abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal, do que resultou a Carta Régia de 24 de janeiro de 1808. Publicou no mesmo ano as duas primeiras partes das observações sobre o Comércio Franco; ocupava então o cargo de professor de Economia Política.
Fundador do jornal "Conciliador do Reino Unido", defendeu os direitos do Príncipe e ponderouas vantagens da monarquia continental.
Foi desembargador da Mesa do Paço e da Casa de Rogo, Deputado e Senado; sua maior preocupação era o progresso do Brasil.
Cairú foi um homem de grandes conquistas pessoais, usando-as para conseguir os objetivos patrióticos.
Sua influência pesou de modo decisivo na política, proporcionando um grande passo na evolução. Em 1832 lutou ppela criação de uma Universidade no Rio de Janeiro. Tornou-se Barão em 1825 e Visconde, em 1826, sendo feito Senador do Império e notado por sua erudição e firmeza de caráter.
Seu nome completo: José da Silva Lisboa.
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Marquês de Tamandaré
Ingressou na marinha aos 16 anos, travando os primeiros combates na Baía de Todos os Santos, em Salvador, Bahia. O batismo de fogo do futuro almirante, foi a perseguição ao general português Madeira de Melo, que se recusava a aceitar a Proclamação da Independencia do Brasil e embarcar de volta para o Reino (Portugal), pretendendo, pela força, dominar o movimento de separação. Era necessário organizar uma esquadra para submeter o obstinado luso, já que, em terra, as forças dos voluntários cresciam sempre. Joaquim que se achava então no Rio de Janeiro com o pai, conseguiu do Imperador, - por ter apenas 16 anos de idade, - ordem para embarcar como praticante. Reuniu-se a esquadra em Salvador, bloqueando a Baía de Todos os Santos, conseguindo a rendição do General Madeira, que, juntamente com seus soldados embarcaram para a Europa, sendo perseguidos de perto, por Joaquim Lisboa, hostilizando-os quase até o Rio Tejo. O futuro almirante foi reconhecido e elogiado, pelo seu procedimento.
De volta ao Rio de Janeiro, apesar da sua experiência, matriculou-se como simples aluno na Academia de Marinha. Afatou-se do curso para tomar parte na expedição que seguia para o norte para por termo à chamada "Confederação do Equador". De volta, em 1825, era nomeado segundo-tenente. Tendo tomado parte na luta contra a separação da Cisplatina, portou-se de tal modo que recebeu, com apenas 19 anos, o comando do seu primeiro navio, a escuna "Constança". Como primeiro-tenente, teve papel na sufocação de revoltas no norte do país, ao tempo da Regência.
Tomou parte, já como oficial, na revolta "a Sabinada", na Bahia, e, na revolta "Balaiada", no Maranhão e na "Guerra dos Farrapos", no Rio Grande do Sul.
Foi Marques de Lisboa, o primeiro a comandar um navio de guerra movido a vapor - o "Dom Afonso". Foi também o primeiro da marinhaa receber um título nobiliárquico - Barão de Tamandaré. Na luta contra Aguirre, Tamandaré chefiou nossas forças de mar, tendo tomado Salto e Paissandu. Recebeu, então, o título de Visconde. Na Guerra do Paraguai, foi nos primeiros tempos, o comandante da nossa esquadra.
Voltou Almirante e foi elevado a Marquês. Prestou muitos serviços à Pátria, cada um mais relevante que o outro.
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D. Pedro II

Segundo Imperador do Brasil, nasceu no Palácio da Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, no dia 2 de dezembro do ano de 1825 e morreu em Paris, França, do dia 05 de dezembro de 1891, aos 66 anos.
Era filho de D. Pedro I e de D. Maria Leopoldina. Sua mãe faleceu quando ele contava com apenas um ano de idade e aos nove anos perdeu o pai. Ele era o sétimo filho do casal. Como seus outros dois irmãos homens tinham morrido, ele era o herdeiro do trono brasileiro. Tendo seu pai abdicado, tornou-se imperador com a idade de 6 anos e José Bonifácio foi seu tutor até que chegasse à maioridade para poder governar.
Durante sua menoridade o Brasil foi dirigido por uma Regência. Quando da revolução da Maioridade, Pedro II contava com 15 anos e ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: "Quero já!" e assim deu início seu reinado que durou quase cinqüenta anos.
No dia 30 de maio do ano de 1843, D. Pedro II casou-se com a princesa napolitana Teresa Cristina Maria de Bourbon, filha de Francisco I, do Reino das Duas Sicílias. Foi pai de quatro filhos, mas só dois sobreviveram: as princesas Isabel e Leopoldina.
No seu reinado o Brasil teve um grande desenvolvimento, progrediu grandemente no campo social. No início de seu governo fez viagens diplomáticas às províncias mais conflituadas. Interessado pelas letras e pelas artes, manteve correspondência com cientistas europeus, entre eles Pasteur e Gobineau, sempre protegendo os intelectuais e escritores. Durante seu reinado, percorreu quase todo o Brasil, viajou para várias partes do mundo, visitando a América do Norte, a Rússia, a Grécia e vários outros países da Europa e o Oriente Médio (1871-1887), procurando trazer para o Brasil várias inovações tecnológicas. D. Pedro II suspendeu o tráfico de escravos e a abolição da escravatura e foram instaladas as primeiras linhas telegráficas e construídas as primeiras ferrovias. O Brasil inaugurou a primeira Estrada de Ferro da América do Sul.

Já enfraquecido o império com a abolição da escravatura, foi proclamada a República no dia 15 de Novembro de 1889. Foi prisioneiro do paço da cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis, na esperança de sufocar o movimento republicano. O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país, e assim, foi com a família para Portugal (17/11/1889), dois dias após a proclamação da República, chegando a Lisboa em 7 de dezembro e seguindo para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28.
Viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde assiste a espetáculos de arte e participa de palestras e conferências. Viveu até 66 anos, morrendo de pneumonia, no luxuoso hotel Bedford, em Paris, no dia 5 de dezembro do ano de 1891. Seus restos, transladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa.
Revogada a lei do banimento (1920), foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro (1921), foram transferidos para a de Petrópolis (1925) e definitivamente enterrados (1939). O ilustre governante passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social.
Nome completo: Pedro de Alcântara João Carlosn Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga.
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D. Pedro I
Possuidor de notável inteligência e acentuados pendores artísticos, foi-lhe ministrada, entretanto, uma educação média.
Veio para o Brasil quando contava apenas 9 anos de idade. Em 1807 sucedeu a invasão de Portugal pelos franceses e a família real veio para o Rio de Janeiro. Pedro era uma menino rebelde e fugia do castelo para brincar com os garotos pobres do porto. Aos 17 anos, parecia tudo menos um príncipe. Independente, chegava em casa ao amanhecer, gostava da boemia e vivia se metendo em brigas. Educado por preceptores religiosos (seus primeiros mestres foram o Dr. José Monteiro da Rocha, ex-jesuíta, e frei Antônio de Nossa Senhora da Salete), dedicava-se mais à equitação e atividades físicas do que aos estudos. Depois da mudança da família real para o Brasil (1807), frei Antônio de Arrábida tornou-se seu principal preceptor, porém o príncipe, continuou avesso aos estudos e preferia a vida solta no paço de São Cristóvão e na fazenda de Santa Cruz.
Em março de 1816, com a elevação de seu pai a rei de Portugal, recebeu o título de príncipe real e herdeiro do trono em virtude da morte do irmão mais velho, Antônio. No mesmo ano casou-se com Carolina Josefa Leopoldina, arquiduquesa da Áustria.
Com fama de aventureiro e boêmio, teve 13 filhos reconhecidos e mais cinco naturais: sete com a primeira esposa, a arquiduquesa Leopoldina, da qual enviuvou (1826); uma filha com a segunda esposa, a duquesa alemã Amélia Augusta; cinco com a amante brasileira Domitila de Castro, a marquesa de Santos; e mais cinco com diferentes mulheres, inclusive com uma irmã de Domitila, Maria Benedita Bonfim, baronesa de Sorocaba (1), com uma uruguaia María del Carmen García (1), com duas francesas Noémi Thierry (1) e Clémence Saisset (1) e com uma monja portuguesa Ana Augusta (1).
A família real retornou à Europa em 26 de abril de 1821, ficando D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil. A corte de Lisboa despachou então um decreto exigindo que o Príncipe retornasse a Portugal. Essa decisão provocou um grande desagrado popular e D. Pedro resolveu permanecer no Brasil. Desagradou às Cortes Portuguesas que, em vingança, suspenderam o pagamento de seus rendimentos, mas resistiu, criando o famoso Dia do Fico (09/01/1822).
Com a popularidade cada vez mais em alta, quando ia de Santos para a capital paulista, recebeu uma correspondência de Portugal, comunicando que fora rebaixado da condição de regente a mero delegado das cortes de Lisboa. Revoltado, ali mesmo,em 7 de setembro de 1822, junto ao riacho do Ipiranga, o herdeiro de D. João VI, resolveu romper definitivamente contra a autoridade paterna e declarou a independência do Império do Brasil, proferindo o grito de independência ou morte, rompendo os últimos vínculos entre Brasil e Portugal.
De volta ao Rio de Janeiro, foi proclamado, sagrado e coroado imperador e defensor perpétuo do Brasil. Impulsivo e contraditório, logo abandonou as próprias idéias liberais, dissolveu da Assembléia Constituinte, demitiu José Bonifácio e criou o Conselho de Estado que elaborou a constituição (1824).
Porém sua indecisão entre o Brasil e Portugal contribuiu para minar a popularidade e, somando-se a isto o fracasso militar na guerra cisplatina (1825-1827), os constantes atritos com a assembléia, o seu relacionamento extraconjugal (1822-1829) com Domitila de Castro Canto e Melo, a quem fez viscondessa e depois Marquesa de Santos, o constante declínio de seu prestígio e a crise provocada pela dissolução do gabinete, após quase nove anos como Imperador do Brasil, abdicou do trono em favor de seu filho Pedro (1830) então com cinco anos de idade.
Voltando a Portugal, com o título de duque de Bragança, assumiu a liderança da luta para restituir à filha Maria da Glória o trono português, que havia sido usurpado pelo irmão, Dom Miguel, travando uma guerra civil que durou mais de dois anos. Inicialmente criou uma força expedicionária nos Açores (1832), invadiu Portugal, derrotou o irmão usurpador e restaurou o absolutismo.
Porém voltara tuberculoso da campanha e morreu no palácio de Queluz, na mesma sala onde nascera, com apenas 36 anos de idade, e foi sepultado no panteão de São Vicente de Fora como simples general, e não como rei. No sesquicentenário da independência do Brasil (1972), seus restos mortais foram trazidos para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo.
Sabe-se, ainda, que o Imperador teve formação musical bastante esmerada, tendo sido aluno de mestres como o Padre José Maurício Nunes Garcia, Marcos Portugal e Sigismund Neukomm. Tocava clarineta, fagote e violoncelo. Dele se conhece uma Abertura, executada no Teatro Italiano de Paris (1832), um Credo, um Te Deum, o Hino da Carta, adotado posteriormente como Hino Nacional Português (até 1910), e o Hino da Independência do Brasil.
Nome completo: Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon .
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Princesa Isabel
Segunda filha de D. Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina, casou-se em l864 com o Conde D’Eu.
Foi por três vezes regente do Império. Nas ausências do Imperador D. Pedro II, substituiu o Governador, com os gabinetes Rio Branco 1871 a 1872, Caxias 1876 a 1877, Cotegipe e João Alfredo 1877 a 1888. Sancionou as Leis relativas ao primeiro recenseamento do Império, naturalização de estrangeiros, desenvolvimento da viação férrea, solução de questões de fronteiras, e relações comerciais com países vizinhos.
Recebeu o cognome de “A Redentora”, por ter sancionado a “Lei do Ventre Livre” (em 28 de setembro de 1871) e a Lei Áurea (em 1888), lei esta que extingiu a escravidão em todo Brasil.
Após a Proclamação da República, foi, juntamente com a família Imperial, banida do território nacional.
Teve três filhos: Pedro de Alcântara, Luiz Maria Felipe e Antônio Gusmão Francisco.
Seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido em 6 de julho de 1953.
Por ter promulgado a Lei Áurea, a Princesa Isabel alcançou um lugar de destaque na História do Brasil. Esse ato conteve um longo combate, sustentado pelos abolicionistas, que não concordavam em aceitar a aplicação da escravidão de seres que tinham o mesmo direito à liberdade. Essa atitude influenciou no destino da monarquia teve suas colunas abaladas a tal ponto que não resistiram às investidas dos republicanos.
Nome completo: Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança.

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José Bonifácio
José Bonifácio passou a infância entre os pais e os tios,que eram letrados, doutores em leis, um deles médico e o outro gramático, poeta e filósofo. Aprendeu suas primeiras letras com a mãe, Maria Bárbara da Silva. Aos 13 anos seguiu para São Paulo onde passou a estudar com o bispo metropolitano, D. Frei Manuel da Ressurreição, que lhe ensinou lógica, metafísica, retórica, e língua francesa. José Bonifácio não só estudava, mas também fazia bom uso da biblioteca do bispo.
Terminando o curso de humanidades no Brasil aos 17 anos embarcou para Portugal onde se bacharelou em Direito na Faculdade de Coimbra em 1786. Dotado de uma inteligência rara, muito ágil, dedicou-se as literaturas clássicas e modernas e também à filosofia teórica.
Em 1792 vai a Paris para, na capital da França, aperfeiçoar seus estudos e metalurgia, tendo também oportunidade de conviver com Lavoisier, Jusieu, Davy, etc.
Retornando ao Brasil em 1880 foi nomeado, Desembargador Honorário da Relação do Porto, Intendente Geral das Minas do Dimo, e condecorado em 1802 pela Universidade de Coimbra, com o título de “Doutor em Filosofia Natural”, para reger sua cátedra, e regeu até 1806. Quando Major e Tenente-Coronel, se deu contra a invasão Francesa em Portugal. Quando Junot invadiu Portugal, José Bonifácio combateu-o, à frente do batalhão acadêmico.
Em 1820, regressou ao Brasil, onde foi com muito entusiasmo recebido pela Corte e designado para o Conselho. O primeiro Ministério organizado pelo Príncipe Regente, por ocasião do “Fico”, foi a pasta do Reino e do Estrangeiro, concedida a José Bonifácio.
As lutas foram muitas, porém, o velho Patriarca venceu todas. Desentendeu-se com o Imperador D. Pedro I, e, foi preso e deportado. Mais tarde, reconhecendo D. Pedro a sua injustiça contra o político e demonstrando-lhe confiança, entregou-lhe a tutoria de seu filho, depois de haver abdicado.
Acusado de tentar promover a volta de Dom Pedro I, com intuito de tornar este regente durante a adolescência de Dom Pedro II, foi preso em 15 de dezembro de 1833, e deportado para a Ilha de Paquetá. Em 1834, foi absolvido.
José Bonifácio foi um dos maiores brasileiros do seu tempo, morreu em Niterói, em 1838 e achas-se sepultado no Panteon dos Andradas, em Santos. Por todos os seus feitos foi agraciado como Pai da Pátria e Patriarca da Independência. Na galeria dos grandes vultos da nossa história, agiganta-se entre todos, a figura majestosa do grande Andrad, que dedicou toda a sua vida à emancipação política de nossa Pátira.
Nome completo: José Bonifácio de Andrada e Silva.
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Barão do Rio Branco
Foi Promotor Público em Nova Friburgo, e Deputado Geral pela Província de Mato Grosso. Esteve com seu pai o Visconde de Rio Branco, em Missão Especial no Paraguai. Foi cônsul do Brasil em 1876 em Liverpool. Representou o Brasil em 1884 na Exposição Internacional de Petersburgo.
Foi nomeado logo após a Proclamação da República do Brasil, Superintendente na Europa, serviço de emigração para o nosso país.
Em 1888 recebeu o título de Barão do Rio Branco,devido a solução da pendência entre Brasil e a Guiana Francesa sobre a região do Amapá. Foi Ministro do Brasil em Berlim, e convidado pelo Presidente Rodrigues Alves para dirigir a Pasta das Relações Exteriores.
Logo depois, conseguiu resolver a questão do Acre, em 17 de novembro de 1903. Firmou-se o Tratado de Petrópolis, que pôs fim a esse litígio. Ficaram marcados a habilidade com que Rio Branco atuou na pasta das Relações Exteriores e o êxito desse brilhante diplomata na resolução de inúmeras questões de limites com países Sul-Americanos, e por tratados com Nações Européias e da América.
Foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico e Membro da Academia de Letras.
Escreveu diversos livros: “Memória Brasileira”, “Historia Militar do Brasil” “Efemérides Brasileiras” e “Episódios da Guerra do Prata”.
Seu nome completo: José Maria da Silva Paranhos.
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D. João VI
Rei de Portugal. Nasceu em Lisboa no dia 13 de maio de 1767 onde faleceu no dia 10 de março de 1826, aos 58 anos.Reinou de 1818 a 1826. Era filho de D. Pedro III e de Da. Maria lzabel. Por motivo do problema mental de sua mãe, passou a governar desde 1792, porém, só se tornou Principe Regente a partir de 1799.
Em 1816, com a morte de D. Maria, sua mãe, subiu ao trono e em 1818 foi aclamado Rei de Portugal, do Brasil e Algarves. Fundou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves nesta mesma época. Era casado com D. Carlota Joaquina da Espanha. Pai de nove filhos, um deles, Pedro, que seria imperador do Brasil.
Em virtude do conflito entre França e Inglaterra, seu governo teve um período de grande intranqüilidade. Afim de prejudicar a Inglaterra, Napoleão decretou o bloqueio continental. Quando Portugal foi invadida pelas tropas de Junot, a família real portuguesa com toda a corte embarcou para o Rio de Janeiro.
Ao chegar ao Brasil, D. João declarou livres as indústrias brasileiras e abriu os portos do Brasil ao comércio estrangeiro. Passou depois a residir no Rio de Janeiro. A D. João VI deve-se a fundação da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, registrando-se também importantes movimentos militares que proporcionaram a ampliação de nossas fronteiras.
Em 1821, a família real e sua corte seguiram para Portugal, deixando aqui o herdeiro do trono português, o Príncipe D. Pedro, que ficou como regente. Chegando a Portugal, D. João VI foi obrigado a assinar a Constituição, mas seu filho D. Miguel organizou um movimento absolutista que, vitorioso, repôs D. João como Rei absoluto.
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Pedro Alvares Cabral
Pedro Álvares Cabral, navegante, filho de portugueses, nasceu no ano de 1467 em Belmonte e faleceu em Santarém no ano de 1520, aos 53 anos.
O rei D. Manoel, atendendo à solicitação de Vasco da Gama que voltava das Índias, nomeou Cabral comandante da primeira expedição que para lá devia seguir. A esquadra partiu no dia 09 de março de 1500.
No dia 14 de março foi avistada a Grande Canária e no dia 22 do mesmo mês, a esquadra dobrou o Cabo Verde. Desse lugar tomou o rumo do Ocidente, talvez com o intuito de efetuar o reconhecimento das terras que se encontravam próximas das Tordilhas. Segundo alguns historiadores, Cabral, fustigado por um forte temporal, acabou por afastar-se da costa da África em direção contrária.
A esquadra vagou por 43 dias, até que descobriu um monte. Era
Considerando a experiência dos comandados de Cabral, muitos historiadores acreditam haver sido proposital o desvio da esquadra. O descobridor do Brasil era possuidor de bastante cultura. Descendente de uma nobre estirpe lusitana, foi educado na Corte de Afonso V. Ali aprendeu não só a manejar as armas como também recebeu instrução científica, literária e histórica, preparando-se para viver na Corte.
Com a descoberta do Brasil, desentendeu-se com o rei, e foi afastado da Corte, indo morar em Santarém, onde ali ficou completamente esquecido. Vernhagem, historiador brasileiro foi quem o descobriu. O seu túmulo está no Convento da Graça.
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Emílio Ribas
Formou-se pela Faculdade de Medicina em 1887, no Rio de Janeiro. Estabeleceu-se no interior de São Paulo e já, de início, destacou-se no combate à febre amarela nas cidades: São Caetano, Pirassununga, Campinas e Jaú. Desenvolveu-se notavelmente no combate à febre amarela. Foi nomeado diretor do serviço sanitário tendo exercido esse cargo por 19 anos. Prestou valiosa contribuição ao Instituto Butantan. Sua atividade foi impressionante, para erradicar as epidemias que assolavam o Estado. Providenciou comissões aos locais onde se registravam as epidemias, procedendo à farta distribuição de vacinas produzidas no Instituto Vacinogênico. Propôs a criação do Instituto Sérum Teráfico do Butantan ao perceber a necessidade de um estabelecimento ideal. Fez importantes experiências para confirmar que a febre amarela era transmitida pelo Stegomia Calopus. Seus estudos sobre a lepra são de vital importância.
Deixou várias obras relativas à febre amarela, lepra, febre tifóide e outras. Num gesto de abnegação e para confirmar a teoria da transmissão da febre amarela, submeteu-se às picadas dos mosquitos portadores do Stegomer Calopus, não se importando com as conseqüências que poderiam advir para sua saúde. Na ocasião em que Osvaldo Cruz promoveu a campanha contra a febre amarela no Rio, a mesma é realizada em São Paulo por Ribas.
Para o Brasil é motivo de orgulho ter sido o berço desse grande cientista que não pôde descansar, que não pôde pensar em si sabendo que muitos sofriam e se abatiam lentamente, sem esperança de cura. Em especial, também se dedicou à assistência à maternidade, à infância e aos leprosos; percebendo a gravidade que o problema representava.
Seu nome completo: Emílio Marlondes Ribas.
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Dr. Zerbini

Médico — Cirurgião, brasileiro, nascido em Guaratinguetá, São Paulo em 1912.
Iniciou seus estudos em São Paulo, concluindo o Secundário em Campinas. Formou-se pela Universidade de Medicina de São Paulo, com apenas 23 anos de idade. Seguiu para os Estados Unidos, afim de especializar-se em cirurgia toráxica, cardíaca e pulmonar. Começou a dedicar-se à cirurgia intracardíaca em 1945. Em 1957 iniciou experiências para abertura do coração, em animais, utilizando circulação extracorpórea.
Foi colega do Dr. Cristian Barnard na Universidade de Minneapolis nos Estados Unidos. Em 26 de Maio de 1968, foi realizado no Hospital das Clínicas em São Paulo, pela equipe dirigida pelos doutores Euclides de Jesus Zerbine e Luiz V Decourt, o primeiro transplante de coração da América Latina. E a equipe do Dr. Geraldo Campos Fruie, aproveitando o mesmo doador, realiza o transplante de rim.
Foram realizados mais dois transplantes de coração pela equipe do Dr. Zerbine sendo a última em 7 de janeiro de 1969. O Dr. Zerbine foi o quinto médico do mundo a realizar o transplante de coração.
Um dos seus pacientes, o Orlandi, conseguiu sobreviver relativamente bastante tempo ao transplante, comprovando o avanço do estágio em que se encontrava a cirurgia brasileira.
O êxito do Dr. Zerbini trouxe grande importância, não só nos meios científicos nacionais, mas também internacionais, trazendo para o Brasil a admiração e o respeito das outras nações.
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